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COMO LIDAR COM O CIO DA MINHA GATA

O cio - miar exaustivamente, noites sem dormir, vizinhos incomodados, escapadelas de casa e inclusivé marcações de urina por toda a casa.
Todos os proprietários de gatas estão certamente familiarizados com estes sinais de cio (estro) das suas felinas. 
Durante o cio as gatas manifestam comportamentos próprios, normalmente longos e difíceis de suportar.
 Os gatos machos são atraídos para próximo do seu território e ela tenta escapar de casa. O encontro com os gatos pode resultar em gestações não desejadas e por vezes feridas e infecções

Cada cio pode durar desde 3 dias até 3 semanas e repete-se cada 2 a 3 semanas se não ficar gestante!



Como lidar com o cio?
Existem vários métodos para inibir o cio das fêmeas. O mais conhecido é sem dúvida o uso de anticonceptivos orais ou injectáveis com o intuito de prevenir, anular ou atrasar o cio.
No entanto estes produtos apresentam inúmeros efeitos secundários, tais como tendência para provocar tumores mamários e/ou problemas uterinos.

A esterilização, apesar de um pouco mais dispendiosa, é de facto o melhor método impedir as fêmeas de entrar em cio.

O procedimento cirúrgico – ovariohisterectomia – envolve a remoção de ovários e útero, interrompendo assim a produção das hormonas que estimulam os comportamentos reprodutivos.

Quais as vantagens da esterilização?
  • Elimina definitivamente todos os comportamentos desagradáveis do cio.
  • Diminui o risco de desenvolvimento de tumores mamários. Nas gatas, cerca de 80-93% das neoplasias das glândulas mamárias são malignas.
  • Elimina o aparecimento de tumores ováricos e de infecções uterinas (piómetra) ou reacções uterinas anormais (hiperplasia endometrial quística).
  • Diminui o contacto com outros gatos e os comportamentos de territorialidade.
  • Menor exposição a doenças contagiosas, como o vírus da imunodeficiência (FIV), o vírus da Leucemia Felina (FeLV). Diminui a probabilidade de ser vítima de atropelamento ou ataques por cães.
  • Controlo da sobrepopulação felina.





Qual o melhor momento para realizar a cirurgia?
A esterilização é normalmente aconselhada antes do primeiro cio – entre os 6 a 7 meses de idade. Desta forma reduz-se ao máximo o aparecimento de tumores mamários. No entanto, pode ser realizada a qualquer idade.

Que cuidados devo ter com a cirurgia?
Os cuidados a ter são os cuidados de uma cirurgia simples com anestesia geral; avaliação pré-anestésica e jejum de 8 a 12 horas antes da cirurgia.
Normalmente a gata entra no centro veterinário pela manhã e pode voltar a casa no próprio dia da cirurgia, devendo apenas ter alguns cuidados com a limpeza da sutura e administrar a medicação prescrita.
Na medicação são incluídos analgésicos antiinflamatórios, para controlar a dor.

Que cuidados devo ter com a minha gata esterilizada?
Os cuidados a ter com uma gata esterilizada passam sobretudo por uma alimentação apropriada. Após a esterilização a sua gata apresentará alguma tendência para aumento de peso e uma ligeira predisposição para cistites idiopáticas. Felizmente, já existe no mercado alimentação específica para gatas esterilizadas, que permite contrariar essa tendência. Assim, apenas terá que se preocupar em oferecer-lhe comida apropriada e na quantidade indicada e estimular a sua companheira a fazer exercício físico.


Antes da adopção

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Antes de decidir adoptar um animal devemos sempre ter em mente que ele necessitará de:
  • Um lugar adequado para viver
  • Tempo e espaço para brincadeiras e/ou passeios
  • Educação adequada para facilitar a convivência com os humanos e outros animais
  • Cuidados de higiene diários e/ou semanais
  • Dieta adequada a cada fase da sua vida
  • Cuidados de saúde por um médico veterinário 
Na escolha do animal que vamos adoptar existem várias variantes que devemos ter em conta. Um médico veterinário pode ajudá-lo nesta escolha.

Espécie animal: cão, gato, coelho, iguana, porquinho da indía, hamster, etc.
Cada espécie requer cuidados diferentes, tempos de atenção diferentes e gastos diferentes.
Condições pessoais e familiares: horário de trabalho da família, número de membros na família, tempo livre, viagens e ausências frequentes…
Espaço disponível: apartamento, vivenda, campo, cidade…
Gastos económicos: disponibilidade financeira para suportar os gastos inerentes à manutenção de um animal em casa.
Lugar de adopção do animal: associações protectoras de animais, particulares, criadores, lojas…



ZOOTERAPIA

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Um dos benefícios dos animais de companhia é favorecer a recuperação de algumas doenças, tanto físicas como psíquicas – zooterapia.

Existem aplicações de carácter profilático dirigidas a pessoas sãs, com stress ou submetidos a trabalhos rotineiros.
No Japão, por exemplo, há empresas com cães e gatos dentro dos escritórios, com o intuito de transmitir tranquilidade, relaxamento e gratificação.
O resultado é um menor nível de stress, com pessoas trabalhando mais e melhor.
Nem todos os animais são adequados para participar neste tipo de ajuda.
Existem 3 tipos de zooterapias reconhecidas.

Hipoterapia
É uma forma especializada de terapia física que utiliza cavalos no tratamento de problemas do movimento associados com várias patologias neurológicas e neuromusculares, tais como paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais, esclerose múltipla e traumatismos cerebrais.
Os objectivos consistem na normalização do tónus muscular e reforço da musculatura postural, aumentando a habilidade para o desenvolvimento das actividades funcionais quotidianas.

Delfinoterapia
Os golfinhos são utilizados de maneira especial com crianças autistas. A simpatia, o afecto e as brincadeiras que proporcionam parece conseguir o que mil terapias não conseguem: que estas crianças se abram ao mundo exterior junto a uns animais que os acariciam, lhes tocam e saltam a seu lado com infinita doçura e cuidado.

Terapia com cães
O “melhor amigo do Homem” não se ocupa apenas da função de cão guia.
Estudos com crianças com deficiências demonstram que uma simples visita destes animais fazem muitas vezes com que as crianças esqueçam as dores, inibam o medo para caminhar e melhorem expressões faciais. Também permitem que crianças com lesões motoras severas dirijam os seus próprios movimentos para acariciar o animal.




Os benefícios de ter um animal

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Diminuem o sentimento de solidão. A sua presença constante torna as pessoas mais confiantes, seguras e protegidas.

Aumentam a auto-estima. Os cuidados e atenções que requerem fazem com que a pessoa se sinta útil, transformando-se numa fonte de motivação para o dono.

As crianças aprendem valores positivos, como o respeito para os animais e para a vida, a amizade e o amor. Cria sentido de responsabilidade e promove a comunicação entre pais e filhos.

Melhoram o humor. São fonte de alegria e diversão para toda a família e com a sua companhia ensinam-nos a desfrutar das coisas simples da vida.

Estimulam o contacto social. Ter um animal de companhia é uma boa maneira de estabelecer contactos sociais mais positivos.

Ajudam a estar em forma. Os cães necessitam de caminhar e fazer exercício diariamente. Partilhar com o animal esta actividade faz com que ambos façam exercício físico.